A Bacia do Douro e, mais concretamente, os rios do Parque Natural de Montesinho e a gestão da água nesta área serão tema de discussão na primeira Sessão Aberta de Bragança, dinamizada pela Rede Inducar no âmbito da Rede Douro Vivo. “Parque Natural de Montesinho: Como gerimos a água numa área protegida?” é o tema central de um encontro a realizar esta quinta-feira, 15 de novembro, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, e que pretende envolver atores-chave da região em torno desta temática.
A sessão terá como propósito discutir e debater sobre as temáticas que envolvem o Parque Natural de Montesinho e a bacia do Douro e territórios abrangidos no âmbito da Rede Douro Vivo, visando uma reflexão aprofundada sobre as principais problemáticas, em diferentes perspetivas. O objetivo é promover um debate de visão estratégica para uma ação comprometida de diversas partes na cogestão dos recursos hídricos.
“Esta sessão aberta pode ser um instrumento útil para o início de uma mudança. Mais do que debater as questões, precisamos começar a investir as nossas energias em ações concretas sobre o futuro da nossa água, desenhadas em conjunto. Participar na primeira sessão sobre este tema em Bragança pode finalmente ser a forma de mostrar a preocupação das pessoas e garantir a oportunidade de exercer a nossa cidadania”, explica Mariana Marques, da Rede Inducar.
Para Ricardo Próspero, do projeto Rios Livres GEOTA, a “Rede Douro Vivo constitui um projeto inovador de caracterização ambiental e promoção dos valores naturais na bacia do Douro. Foi desenvolvida enquanto plataforma de contacto entre várias entidades académicas e organizações não governamentais e procura conhecer com profundidade os impactes dos usos humanos no rio Douro e afluentes, criando uma ponte de comunicação entre a investigação científica e as comunidades locais, numa lógica de aprendizagem mútua e valorização dos processos de cidadania e de participação pública”. A Rede Douro Vivo é um projeto liderado pelo GEOTA em parceria com a ANP|WWF Portugal, o CEDOUA-UC (Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente – Universidade de Coimbra), o CIBIO-UP (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos – Universidade do Porto), o CITAB-UTAD (Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), a FCT-UNL (Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa), a Rede INDUCAR, IUCN-Med (International Union for Conservation of Nature – Centre for Mediterranean Cooperation), a LPN (Liga para a Proteção da Natureza). e a WI-EA(Wetlands International – European Association).
Mais informação:
A Rede Douro Vivo, é um projeto que tem como principal interesse proteger o Rio Douro e os seus afluentes. Para os próximos anos, a rede pretende identificar os impactes causados pelas barreiras, encontrar alternativas e promover um estatuto de conservação de rios livres. O projeto envolve uma rede alargada de organizações que, ao longo de 36 meses irão intervir na região hidrográfica do Douro, a maior da Península Ibérica e de Portugal, no sentido de combater aquelas que são as grandes ameaças aos ecossistemas e meios de subsistência do território, procurando parar o Programa Nacional de Barragens, inverter a falta de conhecimento sobre o seu impacto e o estado dos ecossistemas ribeirinhos, e combater o envolvimento reduzido das partes interessadas na proteção da região hidrográfica.
A Rede Inducar é parceira do GEOTA no âmbito do projeto Rede Douro Vivo. O trabalho da cooperativa está envolvido no conceito da “Democracia da Água”, que tem por base que a água é um bem comum e ninguém tem o direito de prejudicar os recursos hídricos. Com 15 anos de experiência na promoção da cidadania democrática, da participação pública, desenvolvimento local de base comunitária, ou modelos de governação em rede, a Rede Inducar assume, no projeto Rede Douro Vivo, a responsabilidade da criação de condições favoráveis ao envolvimento das diversas partes interessadas na reflexão, debate e ação colaborativa no que diz respeito ao Estuário do Douro enquanto território selecionado para a implementação de um projeto piloto para os próximos 3 anos.
in:noticiasdonordeste.pt
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