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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Floreiras em vasos sanitários viram caso político em Guadramil, Bragança

A pacatez da aldeia de Guadramil, em Bragança, foi interrompida pelo burburinho em torno das floreiras em vasos sanitários de um habitante que eram atracção e se transformaram num caso de política.

A casa de José Santiago da Silva, junto à estrada, no Parque Natural de Montesinho, é quase paragem obrigatória para quem passa, seja para tirar fotografias à decoração, em que sobressaem coloridas sanitas, seja para merendar ou descansar numa mesa e bancos que o habitante instalou em todo o espaço exterior com o apoio da Câmara de Bragança.

Da autarquia, que lhe cedeu os bancos, recebeu agora uma notificação para retirar da via pública todo o aparato, o que, para o autor, só pode ser uma acção "vingativa" do novo presidente da junta que, por sua vez, garante que não foi "tido nem achado" neste assunto.

"Toda a gente que passa aqui gaba isto. Aliás, quando é verão, muitas vezes param para tirar fotografias", garantiu à Lusa José, acrescentando que "mesmo o antigo presidente [da junta] dizia que [aquilo] estava bem".

A junta é outra desde as eleições autárquicas de há um ano, em que a aldeia passou a integrar a União de Freguesias Aveleda/Rio de Onor, com liderança socialista.

"Quando foi da campanha eleitoral, andei aqui a fazer campanha pelo PSD e a junta é do PS. Para mim só pode ser uma parte vingativa", supõe o visado, que atribuiu à freguesia a queixa, mas foi notificado pela Câmara liderada pelo PSD para retirar os enfeites.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara, Hernâni Dias, afirmou que não há mais nada a acrescentar, além do que consta da notificação.

O presidente da freguesia, José Carlos Valente, desmentiu, em declarações à Lusa que tenha tido qualquer intervenção no caso e afirmou que só tomou conhecimento do mesmo "depois do alarido" gerado na aldeia.

Questionado sobre o que pensa do referido jardim, o autarca afirmou que até lhe "achava alguma piada" referindo-se ao cenário como "uma situação caricata, diferente", embora entenda que para a aldeia "não seria o melhor".

"As pessoas comentavam que aquilo não ficava lá muito bem", apontou, ressalvando que não quer dizer que ele próprio "seja contra" a referida decoração. 

As flores "não estorvam nada", atiram Auralina Félix e Adelaide Rego que passam amiúde no local, nas deslocações à horta.

Auralina até costuma parar para "rezar uma Ave-maria" à santinha que a esposa de José colocou também no local para pagar uma promessa.

José garante que o terreno onde estão instaladas as floreiras e o restante equipamento lhe pertence. Ainda assim, recolheu para o terraço os vasos sanitários, que permanecem à vista, e mantém nas paredes da casa os autoclismos.

Queixa-se de, à conta das sanitas, estar a ser discriminado por ter sido notificado para retirar também outros vasos chamados de cortiços que existem por toda a aldeia. E pergunta porque é que na localidade vizinha de Rio de Onor há banheiras a servir de floreiras e ninguém as manda tirar.

Este habitante aponta também a ideia de outro vizinho que decidiu fazer um coberto para o carro com um toldo garrido de uma marca de cerveja.

Defende-se ainda, argumentando que a aldeia está menos cuidada do que o seu jardim, com "ruas que parecem lameiros, o largo com entulho, caminhos onde já não se passa com tanto monte, bocas-de-incêndio destruídas".

"Já foi comunicado à junta e não interessa", rematou.

Lusa/SOL

1 comentário:

  1. Se me permitem dar a minha opinião aqui vai.
    Cada dia me convenço mais que este mundo está alienado por completo.
    Qual é a beleza que alguém com os cinco bem medidos pode encontrar no muro dessa casa?
    Pelo que se vê na foto nem sequer tem flores bonitas.
    Que tristeza junto à estrada, no Parque Natural de Montesinho um lugar tão bonito.
    Tenham dó e tirem daí essa treta.

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