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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Bragança é o município médio mais sustentável do país

O estudo que põe Bragança nesta posição, o “Rating Municipal Portugal”, foi apresentado hoje.
Foram analisados 308 municípios, em 25 indicadores de quatro áreas principais: governo dos municípios, serviços ao cidadão, desenvolvimento económico e social e sustentabilidade financeira. Bragança lidera nos municípios médios, seguido de Ponte de Lima e de Aveiro. A capital de distrito é ainda o quarto melhor classificado a nível nacional, só atrás de Lisboa Porto e Oeiras. O presidente da câmara de Bragança manifesta agrado com a posição em que o município figura sendo o único do interior do país. “Ficamos perfeitamente à vontade e satisfeitos a aparecer como o primeiro município do interior a figurar num ranking a nível nacional onde os três primeiros são muito superiores ao nosso, em termos populacionais e de desenvolvimento e é curioso notar que estes são municípios do litoral”.

Segundo o estudo, os municípios de pequena dimensão são os que têm pior desempenho em termos de sustentabilidade, já os de grande e média dimensão são globalmente mais sustentáveis. Hernâni Dias destaca o trabalho e envolvimento da comunidade como um ponto a favor para garantir resultados como este. “Mostra bem aquilo que é o trabalho desenvolvido no município e tudo aquilo que tem a ver com o envolvimento da nossa comunidade é sempre relevante, seja a nível empresarial, social e académico. É evidente que há questões que estão directamente ligadas àquilo que é a actividade municipal, como seja a nível da governação e questões financeiras, mas há aqui uma componente de envolvimento de outras entidades”.

A análise do estudo reporta-se a 2018 sendo que os autores compararam os resultados com base nos mesmos indicadores relativos ao ano de 2016. O presidente sublinha que se mostra assim que os territórios do interior também têm capacidades ainda que os apoios por parte do Estado sejam menores em alguns aspectos. “Espero que também, a outros níveis, as pessoas possam reconhecer que os territórios do interior são territórios de oportunidades, que fazem bem e que conseguem fazer tão bem ou melhor que outros que têm mais meios, população, capacidades e mais apoios por parte do Estado central. É uma forma de se puder mudar algum tipo de mentalidade”.

Bragança aparece bem na maioria dos indicadores, à excepção de governança em que surge no lugar 293.

O estudo apontou que Alijó é um dos municípios menos sustentáveis do país e que os municípios com pior eficiência no uso de fundos comunitários são também aqueles que são os menos sustentáveis. Além de Alijó, Góis e Celorico da Beira também figuram como os menos sustentáveis do país, e no lado oposto estão Lisboa, Porto e Oeiras. Dos 308 municípios portugueses, 185 são considerados de pequena dimensão, 99 de média e 24 de grande. Esta é a primeira vez que o estudo é feito.

Escrito por Brigantia
Foto: DRCN
Jornalista: Carina Alves

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