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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Parceria inédita quer salvar a águia-caçadeira da extinção

 A águia-caçadeira está em vias de extinção em Portugal e o Clube de Produtores do Continente, a Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural, a Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto uniram esforços num projeto conjunto para salvar esta espécie, considerada uma das mais ameaçadas da fauna terrestre em Portugal.


O Protocolo do projeto "Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-caçadeira" é formalmente assinado hoje, neste Dia do Agricultor, pelos parceiros envolvidos, no Polo de Inovação do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, em Elvas. Contempla diversas ações, nomeadamente de salvamento e resgate, para apoiar e promover a conservação desta espécie no nosso país e, em paralelo, identificar medidas de gestão para salvaguardá-la.

A águia-caçadeira, também conhecida como tartaranhão-caçador, não constrói ninhos nas árvores, ao contrário de muitas outras aves de rapina, mas sim no solo, o que a torna mais suscetível à atividade agrícola.

Este projeto inédito prevê a realização de um censo nacional para identificar o número de casais reprodutores que existem no território nacional. Estão planeadas ações de prospeção de colónias e ninhos, que incluem o apoio no resgate de ovos que estejam em parcelas em risco de serem ceifadas, assim como ações de proteção. Será igualmente realizado um estudo para compreender a importância das searas para a biodiversidade de aves, coordenado pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) e pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural.

Águia-caçadeira. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.

Este projeto conta ainda com a colaboração de várias entidades em diferentes ações, nomeadamente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), departamentos do Norte, Centro e do Alentejo, das organizações não governamentais  de ambiente Associação Transumância e Natureza (ATNatureza), Rewilding Portugal, Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS/ALDEIA), entre outras.

No norte do país, as ações do projeto são coordenadas pela Palombar, em colaboração com a Direção Regional de Conservação da Natureza e Florestas do Norte (DRCNF-N/ICNF) e o Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CRAS/HV - UTAD). Já no centro-norte, são também parceiros a  DRCNF do Centro (DRCNF-C/ICNF), a associação ATNatureza, CERVAS/ALDEIA, Rewilding Portugal, Fórum Aves de Portugal e vários voluntários e observadores de aves.

As águias-caçadeiras estão em Portugal de meados de março a setembro, migrando depois para África. A sua distribuição é maior nas planícies alentejanas e no Planalto Mirandês, frequentando terrenos abertos com poucas árvores e áreas com culturas de cereais.

Com o projeto "Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-caçadeira", o Clube de Produtores do Continente, a ANPOC, o CIBIO/BIOPOLIS e a Palombar pretendem inverter a extinção desta espécie e trabalhar em conjunto para promover um sistema alimentar amigo do ambiente.

Graças a esta parceria, as sete toneladas de farinha de trigo utilizadas diariamente nas padarias das lojas Continente têm origem em searas das regiões do Alentejo e de Trás-os-Montes que são monitorizadas de forma a proteger a biodiversidade e a conservação desta ave.

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