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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 17 de maio de 2022

“Sinfonia Lendária” estreia-se em Vila Real e revisita lendas transmontanas

 A Banda Sinfónica Transmontana estreia no dia 27 uma “Sinfonia Lendária”, que revisita as lendas de Trás-os-Montes, baseia-se na obra do escritor Pires Cabral e tem composição original de Nelson de Jesus, foi hoje anunciado.


“Decidimos criar uma sinfonia programática, assente numa ideia que retratasse aquilo que é o património, isto é, as lendas, as histórias e os contos da região transmontana”, afirmou Luís Santos, da direção criativa da Banda Sinfónica Transmontana (BST), citado em comunicado.

“Sinfonia Lendária – uma sinfonia do outro Mundo!” foi criada a partir de textos do escritor transmontano António Manuel Pires Cabral e a composição musical é da autoria de Nélson de Jesus.

“A sua obra literária já tinha muitas recolhas sobre o que queríamos abordar”, explicou Luís Santos.

O responsável acrescentou que o “imaginário do escritor percorre todo o património imaterial transmontano e isso vai refletir-se na sinfonia, com a presença de personagens como a morte, o diabo, as bruxas e os trasgos, os padres e os velhos guardiões da arca da memória, tudo elementos que sustentam o mundo fantástico da cultura popular”.

O espetáculo faz a resenha do “riso, tragédia, malícia e sabedoria” das gentes da região.

O escritor António Manuel Pires Cabral, também citado em comunicado, disse nunca ter recebido um convite semelhante ao longo de toda a sua carreira.

“Achei a empreitada arriscada e cheguei a duvidar de que fosse capaz de produzir um libreto aceitável”, referiu, explicando que o desafio “era fazer dialogar dois mundos, o da música erudita e o dos mitos próprios da cultura popular”.

A Nélson de Jesus, compositor, maestro e saxofonista, coube “transformar as palavras em notas musicais”, classificando a tarefa como “fácil”.

“O mestre Pires Cabral sugeriu pensar numa música de uma sarabanda, uma dança barroca, lenta e ternária que utilizei na forma macroscópica da peça e em pequenos elementos, como uma forma de ‘pilares de betão’ da estrutura” da obra, salientou.

A obra, segundo Luís Santos, tem a particularidade de ter “algo de muito identificativo e tradicional”, ao mesmo tempo que adota uma “linguagem moderna e contemporânea e uma linguagem universal, a música".

Com esta “Sinfonia Lendária”, a BST cumpre uma das suas “principais missões”, que é a “criação musical”.

“Entendemos que devemos fomentar a criação de nova música, porque tal gera novos músicos e novos públicos”, apontou Luís Santos.

O espetáculo vai ser acompanhado de uma experiência multimédia e um jogo de luzes, complementada com a narração do ator Ángel Frágua.

A estreia está marcada para o dia 27 de maio, no Teatro Municipal de Vila Real.

Trata-se de uma criação original da BST, em coprodução com o Teatro de Vila Real e com o apoio da Direção-Geral das Artes.

Fundada em janeiro de 2019, a BST é constituída por cerca de 60 jovens músicos profissionais que se encontram na região ou espalhados pelo país e pela Europa.

Cartaz do concerto da autoria de Paulo Araújo.

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