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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Associação Terras Quentes e Câmara de Macedo de Cavaleiros: um exemplo a seguir

 
Decorreram no dia 14, em Macedo de Cavaleiros, as XVII Jornadas da Primavera da Associação Terras Quentes, sedeada naquele município.

A Associação Terras Quentes nasceu de um conluio entre um conjunto de Macedenses e/ou «amacedados» cultural e/ou afetivamente, interessados pelo estudo do património arqueológico, cultural, social, educacional, económico e ambiental do Concelho de Macedo de Cavaleiros, com extensão à Terra Quente e à Terra Fria Transmontana. Dado que um dos «amacedados» é especialista e ex-aluno do curso de Arqueologia da Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa (Carlos Alberto Mendes), depressa esta Faculdade apadrinhou, desde a primeira hora, as iniciativas da Associação, dando-lhe suporte científico e técnico.

Ao mesmo tempo, os líderes da Associação cuidaram de arregimentar os melhores técnicos e especialistas regionais e nacionais possíveis.

Em 2005, a dimensão do trabalho da Associação já contava com 77 especialistas e a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros fez-se co-financiadora do Projeto a par dos fundos comunitários a que a Associação se foi candidatando. Nesta área, a Administração da Cultura, em Portugal, soçobrou nos últimos 10 anos e a Associação também se ressentiu disso tendo a Câmara Municipal de assumir a parte de leão do financiamento a par de vários mecenas e carolas.

O trabalho da Associação é notável nos domínios da Arqueologia (21 arqueo-sítios escavados, preservados e divulgados e 500.000 peças inventariadas); da História da Arte (300 peças inventariadas, recuperadas e devolvidas às igrejas da Diocese de Bragança); da História da região de Bragança, já com 30 artigos publicados e, em geral, de toda a cultura nordestina, com apoio ao Geopark de Macedo de Cavaleiros e à gestão da Albufeira do Azibo. Além disso, os arqueólogos da Associação inventariaram todo o património na área da Alfufeira do Baixo Sabor, e disponibilizaram-no às autarquias.

Ao longo da sua existência, a Associação publicou os estudos que foi realizando os quais estão acessíveis na página eletrónica Erro! A referência da hiperligação não é válida.e ainda nos Cadernos Terras Quentes, já na 18ª edição e com 124 artigos publicados.

Além disso, a Associação já criou três museus (Arqueologia, Museu Albino Pereira Lopo; de Aljubarrota, Martim Gonçalves de Macedo, o aio de Dom João I, natural de Macedo de Cavaleiros e que salvou o Rei na Batalha), museu único em Portugal; e o de Arte Sacra, gerido pela Câmara Municipal); e está em vias de inaugurar um quarto, o Museu dos Templários, único em Portugal, em homenagem à grande obra dos Templários na região e à sua importância para a consolidação da nação portuguesa, bem vincada nas jornadas da Primavera da Associação, no passado dia 14, e correspondentes ao Caderno Terras Quentes nº 17.

Os estudos relativos à Batalha de Aljubarrota dão ainda ênfase ao papel do Nordeste, sobretudo de Macedo de Cavaleiros, e a Dom Nuno Álvares Pereira na preparação da Batalha, com destaque para a organização do Exército no Lugar do Pereiro, em Castelãos/Vilar do Monte e na Vilariça, onde foram encontrados elementos dessa presença e da devoção a Santa Maria e a Miguel Arcanjo, patrono do Exército Português.

Destaque ainda para os estudos académicos a que os trabalhos da Associação já deram origem: 52 monografias de Licenciatura, 32 dissertações de Mestrado, três teses de Doutoramento.

Um exemplo a seguir.

Henrique Ferreira

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