O balcão de Parada é o único serviço bancário existente nesta zona rural e serve várias localidades da freguesia e arredores. A decisão, anunciada em dezembro no âmbito de uma reestruturação do serviço, foi entretanto reafirmada numa reunião recente entre a administração da Caixa Agrícola e os autarcas. O presidente da União de Freguesias de Parada e Faílde confirma que não houve qualquer recuo por parte da instituição. “Que é para manter a situação, para manter os dois dias por semana e depois queriam avaliando da necessidade ou não, de abrir mais dias. Porque as pessoas às vezes podiam reagir de forma a levantar as economias e as poupanças. Porque dizem que em termos de movimentos não justificava o balcão de Parada estar aberto”, explicou Hervé Gonçalo.
Segundo o autarca, a Caixa Agrícola baseia a decisão nos números de atendimento do balcão, que rondam os 25 movimentos diários. “Eles apresentaram uns números do Balcão que apresentava 25 movimentos por dia e 124 movimentos semanais e dizem que isso é perfeitamente aceitável, apenas um funcionário em duas vezes por semana efetuar. O que também gostaríamos, nós enquanto até Junta de Freguesia, é que por vezes as pessoas se servissem do balcão de Parada, para efetuar movimentos e outro tipo de situações, porque por vezes as pessoas reclamam que não temos o serviço, mas se calhar até são titulares de outras entidades bancárias”.
Hervé Gonçalo admite que a perda de serviços tem impacto na população, sobretudo por ser um território envelhecido, onde os serviços digitais não resolvem o problema e as soluções mais próximas ficam a mais de 20 quilómetros.
A população chegou a entregar um abaixo-assinado com várias centenas de assinaturas, mas a medida mantém-se. Os autarcas alertam agora para tempos de espera mais longos e defendem uma maior utilização do balcão para garantir a sua continuidade.

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