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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Taxa de Gestão de Resíduos vai aumentar cinco euros por tonelada, a cada ano, até 2030

 Resíduos do Nordeste e autarcas da região preocupados com escalada da taxa do lixo que quase duplica até 2030.


Mais do que o aumento, reivindicam a revisão do destino das receitas do importo que atualmente vão diretamente para a Administração Pública (70%) e só 30% são para investir nos municípios.

A Taxa de Gestão de Resíduos a aplicar aos Municípios e entidades gestoras dos resíduos vai aumentar cinco euros por tonelada, a cada ano, até 2030. A decisão está plasmada no despacho governamental publicado em Diário da República, com data de 31 de dezembro de 2025. Uma medida que é justificada pelo Ministério do Ambiente com o objetivo de reduzir a deposição em aterro, que ainda é elevada em Portugal, cerca de 54%.

Hoje, a TGR está nos 40 euros por tonelada, quando, em 2025, estava em 35 euros, mas até 2030 vai chegar aos 60 euros por tonelada, quase o dobro de 2025. Em seis anos, o preço por tonelada praticamente quadruplicou. Passou de 11 euros, em 2020, para 40 euros em 2026. Um aumento que está a preocupar a Resíduos do Nordeste e os autarcas da região.

A TGR foi criada em 2006, com o objetivo de que a verba arrecadada fosse usada para atingir os objetivos nacionais em matéria de gestão de resíduos. É paga pelos municípios e entidades gestoras de resíduos ao Estado, em função da quantidade de resíduos que são depositados em aterro, incinerados e valorizados energeticamente.

Mas, desde 2018, uma diretiva comunitária reforçou as restrições à deposição em aterro e estabeleceram metas ambiciosas, incluindo a redução para um máximo de 10 % de resíduos urbanos em aterro até 2035. Estas metas foram transpostas para o ordenamento jurídico nacional.

Agora, com este despacho, o valor da TGR, por tonelada, é atualizado anualmente, acrescendo 5 euros por tonelada em relação ao definido para o ano transato.

Ora, na área territorial da Resíduos do Nordeste, empresa intermunicipal que gere o sistema de resíduos dos 12 municípios do distrito de Bragança e ainda do concelho de Vila Nova de Foz Coa, se em 2025, a fatura a pagar pelos Municípios chegou a um milhão e meio de euros, em 2030, será de dois milhões e meio, o que representa um aumento de 70%.

Para o diretor-geral da Resíduos do Nordeste, Paulo Praça, esta escalada de aumento da TGR não resolve os constrangimentos existentes:

Paulo Praça entende que mais preocupante do que o aumento da TGR, é essencial rever o destino das receitas deste imposto, defendendo que estas devem reverter para investimentos estruturantes que promovam o desvio de aterro.

O diretor-geral da Resíduos do Nordeste considera ainda ter sido infeliz o timing que o Governo decidiu aplicar estes aumentos, não dando margem de manobra aos municípios:

Apesar deste significativo aumento da fatura a pagar pelos Municípios, Paulo Praça não acredita que os executivos venham a fazer refletir esse aumento na fatura da água dos seus munícipes.

Para o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, o mais preocupante não é propriamente o aumento da TGR que já estava previsto. Pedro Lima diz ser imperioso que as receitas deste imposto possam servir para investimentos estruturantes:

Apesar de considerar que se trata de um aumento significativo que pode causar problemas de sustentabilidade aos municípios, o autarca de Vila Flor entende que as autarquias não devem sobrecarregar os Munícipes com mais um aumento na sua fatura da água:

O presidente da CIM Douro, João Gonçalves, considera que este aumento da TGR vai causar constrangimentos assinaláveis aos Municípios:

O autarca de Carrazeda de Ansiães adianta que na próxima reunião do conselho intermunicipal da CIM Douro, este assunto vai estar em cima da mesa e acredita que daí pode sair um conjunto de reivindicações a apresentar à tutela.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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