As cerimónias públicas, ao longo dos séculos, vão ter sempre na Cidade uma grande importância. Qualquer que seja o motivo da comemoração, a ligação desta com o espaço urbano, com os seus habitantes e forasteiros que a ele são atraídos, é enorme. As festas, como momentos de exceção num quotidiano pautado pela rotina dos afazeres diários, trazem a diferença, ainda que breve, às populações das cidades, vilas e aldeias, não diferenciando as classes que nelas habitam, no sentimento de surpresa, de admiração, de alegria ou de tristeza, que elas sempre suscitam. Expressões como “zelo patriótico, grau de amor e lealdade” em relação aos soberanos, “reconhecimento, regozijo e contentamento”, fazem parte, como muitas outras, dos inúmeros relatos dos festejos. Estes, incentivados pelos poderes político e eclesiástico, e promovidos por alguns particulares, criam uma vida urbana momentaneamente diferente, onde uma aparente liberdade é sempre uma preocupação para quem tem o poder. A tranquilidade do tempo festivo é sempre o remate das relações, o que mostra a preocupação pela transgressão e o regozijo pela ordem mantida durante os festejos.
No contexto das cerimónias estudadas, queremos realçar algumas das vertentes relacionadas com a festa: a escolha de um espaço festivo; a arte efémera, as luminárias e o fogo-de-artifício; e a caridade pública.
As cerimónias públicas, ao longo dos séculos, vão ter sempre na Cidade uma grande importância. Qualquer que seja o motivo da comemoração, a ligação desta com o espaço urbano, com os seus habitantes e forasteiros que a ele são atraídos, é enorme. As festas, como momentos de exceção num quotidiano pautado pela rotina dos afazeres diários, trazem a diferença, ainda que breve, às populações das cidades, vilas e aldeias, não diferenciando as classes que nelas habitam, no sentimento de surpresa, de admiração, de alegria ou de tristeza, que elas sempre suscitam. Expressões como “zelo patriótico, grau de amor e lealdade” em relação aos soberanos, “reconhecimento, regozijo e contentamento”, fazem parte, como muitas outras, dos inúmeros relatos dos festejos. Estes, incentivados pelos poderes político e eclesiástico, e promovidos por alguns particulares, criam uma vida urbana momentaneamente diferente, onde uma aparente liberdade é sempre uma preocupação para quem tem o poder. A tranquilidade do tempo festivo é sempre o remate das relações, o que mostra a preocupação pela transgressão e o regozijo pela ordem mantida durante os festejos.
No contexto das cerimónias estudadas, queremos realçar algumas das vertentes relacionadas com a festa: a escolha de um espaço festivo; a arte efémera, as luminárias e o fogo-de-artifício; e a caridade pública.
Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
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