quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Livro dá a conhecer bispo D. António Veiga Cabral 200 anos depois da sua morte

D. António Luís da Veiga Cabral da Câmara, bispo de Bragança e Miranda, na viragem do século XVIII para o XIX, foi um dos prelados mais extraordinários de toda a história da Igreja em Portugal: é esta a grande convicção de Fernando de Sousa, autor do livro recentemente apresentado, que dá a conhecer esta personalidade.
O autor recolheu informação ao longo de 40 anos e percebeu que as perseguições, por parte da inquisição, a D. António Veiga Cabral não tinham sentido.

“Descobri muita coisa da biografia dele que ninguém conhecia nem sabia, os processos de inquisição não existem na Torre do Tombo, portanto só conhecemos a sentença a acusá-lo de tudo e mais alguma coisa. Mas este bispo, apesar das perseguições dos ataques que lhe fizeram nunca saiu do seu rumo, a igreja católica nunca o condenou. Era uma figura exepcional da Igreja”, contou.

D. António Veiga Cabral viveu no tempo da Revolução e Invasões Francesas, época em que se fez sentir o embate entre a tradição e a inovação, a mentalidade religiosa conservadora e os desafios do racionalismo iluminista. Para o autor este bispo faz lembrar o Papa Francisco, já que também lutou por um novo papel da mulher na sociedade.

Presente na apresentação desta obra, na terça-feira, esteve o presidente da câmara de Bragança. Hernâni Dias reforça que a publicação é uma homenagem a D. António Veiga Cabral, assinalando-se este ano 200 anos da sua morte.

“Tivemos a preocupação de tentar fazer uma investigação sobre este bispo, para dar a conhecer o que tinha acontecido, a importância que o bispo teve para aquela que é hoje a nossa diocese. Temos de perceber e reconhecer aqueles que têm valor e contribuem para o desenvolvimento da sua terra”, afirmou.

A biografia crítica de D. António Veiga Cabral da Câmara é baseada em fontes manuscritas e procura mostrar o que esteve na origem da perseguição de que foi alvo, bem como a influência que continuou a exercer depois da sua morte. 


Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

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