A Confraria dos Vinhos Transmontanos nasceu em Valpaços no ano 2009 e tem por divisa: «honor et gloria transmontano vino».
Mas, esta nova confraria não se confina à divisa de honra e glória ao vinho transmontano. Segundo o seu Grão-Mestre, Telmo Moreira, a Confraria «tem por objecto principal a promoção, divulgação e valorização dos vinhos e da viticultura de Trás-os-Montes, os seus valores humanos e culturais». É o que se chama uma confraria com preocupações humanistas, das «tradições e origens», além da promoção dos vinhos e das vinhas trasmontanas. Foi a promoção do romance, «O Resgate dos Justos da Terra», de Henrique Pedro, que nos chamou a atenção para este vector cultural da Confraria. Quando outros podiam e deviam ter apostado na promoção dos nossos valores artísticos e culturais, não o fizeram e agora, com este exemplo, confrarias mais antigas irão a reboque.
Porque nada é estanque na defesa da nossa região e do que ela tem de melhor e nos orgulha. E os bons livros, as boas telas, ou até o bom artesanato ou outros nichos tradicionais ou artísticos orgulham-nos.
Por isso, registo com agrado este seu trabalho louvável. Apenas sugiro que ao encostarem a barriga à mesa não se esqueçam dos nossos pratos tradicionais e genuínos, bem como os nossos produtos transmontanos. O azeite trasmontano como entrada é bem melhor e mais saudável que a vulgar manteiga e pastas. Não há melhor carne em Portugal do que a «vitela barrosã».
Não há melhor enchido de carne do que as linguiças ou os salpicões de Vinhais. Podíamos passar à couve penca de Mirandela, a castanha divinal da Terra Fria e Serra da Padrela e de vinhos também devem conhecer a extensa gama. De tintos de caneca nunca bebi melhor do que um de Santa Valha que apreciei no restaurante Cubata (em vida do seu primeiro dono, o Firmino) em Chaves e posso afirmar que nos últimos anos o vinho branco «Grambeira», de Carrazeda de Ansiães, é o mais medalhado e dos melhores.
Em carteira, a Confraria, projecta mais capítulos pelo país e pelos quatro cantos da diáspora. Assim, sinto-me orgulhoso desta Confraria báquica não se confinar às vaidades e apostar na promoção dos valores culturais transmontanos. Para se saber mais sobre esta confraria sugere-se a visita ao seu site: www.confrariadosvinhostransmontanos.pt.
Jorge Lage
in:jornal.netbila.net
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